Capítulo 7: Plano de Metas de Juscelino Kubitschek – planejamento estatal e consolidação do processo de substituição de importações

*Plano de metas: energia, alimentação, educação, transporte, indústria de base e a construção de Brasília;

 

1956

Presidente Juscelino Kubitschek;

Diferente de Vargas, tinha ampla aceitação ao capital estrangeiro;

Infraestrutura estatal e empresas estatais do setor produtivo passariam ao serviço da acumulação privada;

 

*1951 – 1953

Ainda em Vargas – CMBEU (Comissão Mista Brasil – Estados Unidos) – projetos desenvolvimentistas a serem financiados pelo Eximbank (Banco americano de exportação e importação);

 

*1953

Ainda em Vargas – Dadas as dificuldades de confirmar e financiamento da CMBEU, em função da ascensão do general Eisenhower, mais preocupado com o comunismo, constitui-se o grupo misto BNDE-CEPAL, com o principal objetivo de levantar os pontos do estrangulamento da economia brasileira;

BNDE-CEPAL se tornou a base do Plano de Metas;

Principais pontos de estrangulamento: transporte, energia e alimentação;

 

Plano de Metas: 31 metas, já incluindo Brasília;

 

*Carlos Lessa aponta que o Plano de Metas dava tratamento preferencial ao capital estrangeiro;

 

A utilização de aumento nos meios de pagamento e credito, através do BNDE, e a utilização de empréstimos estrangeiros fizeram com que houvesse alta inflação durante o governo JK;

Aumento da oferta de moeda e credito para aumento dos gastos públicos – plano de metas;

 

Dado o controle oligopolista dos preços, a inflação levou a uma redistribuição de renda na economia brasileira, uma vez que os preços aumentavam mais que os salários;

 

*Crescimento industrial na era JK estruturado num tripé formado por:

  1. Empresas estatais;
  2. Capital privado estrangeiro;
  3. Capital privado nacional (sócio menor);

 

*Década de 50

Transformações estruturais – consolidação dos oligopólios – principais ramos industriais nas mãos de um reduzido número de grandes empresas;

 

Dado o volume de investimentos, capital e tecnologia, necessários à “implantação” da indústria, coube ao capital estrangeiro esse investimento, ficando com os setores industriais mais dinâmicos da economia, sobrando ao capital nacional o papel de fornecedor de insumos e componentes;

Prevalecendo a dependência do capital nacional à margem do capital estrangeiro;

 

*1960

Segundo Maria da Conceição Tavares ocorreu o esgotamento do PSI no Brasil;

PSI, nessa visão, 1930 – 1960;

 

*A importância do capital estrangeiro no desenvolvimento da indústria nos países subdesenvolvidos implica nova dependência – da dependência de comercio internacional (X e M) para dependência financeira e tecnológica.

__________
Lucas Casonato”

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