Capítulo 9: Estabilização e Reforma: 1964 – 1967

O Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG) foi um plano de estabilização econômica elaborado por Campos no ministério do planejamento e Bulhões no ministério da Fazenda, posto em prática em 1963 com os objetivos:

Conter progressivamente a inflação;

Inserção do plano, combate gradual da inflação;

Acelerar o crescimento econômico;

Interrompido entre 62 e 63;

Atenuar as diferenças regionais e setoriais;

Aliviar tensões criadas pelos desequilíbrios sociais;

Políticas para incentivar o aumento dos investimentos;

Gerar empregos e corrigir déficit do BP;

 

Nesse período criou-se o Banco Nacional de Habitação;

Captação de poupança forçada;

 

Políticas monetária, fiscal e creditícia contracionista, procurando-se aumentar a eficiência do gasto público;

Políticas cambial e comercial visando incentivar as exportações e diversificar as fontes de suprimento;

Política salarial foi de redução do salário real, arrocho salarial, estabelecendo normas para o ajuste salarial, conquanto fosse anunciado que haveria maior participação do salário no crescimento econômico;

O PAEG continha também políticas agrária, habitacional e educacional;

Eram as três causas da inflação no diagnóstico do PAEG:

1 – Déficit público;

Pretendia-se combater cortes de despesas desnecessárias e racionalização do sistema tributário;

2 – Expansão do crédito;

Restrição do crédito;

3 – Aumentos salariais em proporção superior ao aumento da produtividade;

Correção salarial baseada na produtividade;

O PAEG já identificava tanto componentes de custos como de demanda em seu diagnóstico de inflação;

 

Em 1964 a forma de financiamento do déficit é alterada, passando da emissão monetária para a vende de títulos públicos;

Em 1965 foi implantada a nova fórmula de ajuste/correção salarial;

Sobre o cálculo do salário mínimo real médio era acrescido o aumento da produtividade mais metade da inflação prevista para o ano anterior;

 

Conquanto tenha grande parte do seu diagnóstico e propostas de ação alinhadas à ortodoxia econômica, o PAEG não se restringiu à ortodoxia econômica especialmente por três motivos:

1 – Preocupa-se com a manutenção das taxas de crescimento econômico;

2 – No combate gradual à inflação, aceitava-se conviver com parte dela ao longo do tempo;

3 – Incorporou em seu diagnóstico a briga distributiva por maior parcela da renda entre governo, empresas e trabalhadores;

Resolveu esse ponto com o controle que exercia sobre a sociedade através da repressão, intervindo diretamente no impasse distributivo;

Contra a ortodoxia, que utilizaria restrição da liquidez para deixar o mercado selecionar os mais fracos;

 

Em 1967 Delfim Netto substitui Campos no comando da economia como ministro do planejamento, se afastando da ortodoxia e pondo fim ao combate à inflação, adotando políticas monetária e creditícia expansionistas, permitindo a recuperação da produção industrial;

A política salarial, porém, persiste, continuando a reduzir os salários reais;

 

*Inflação corretiva no PAEG: Primeiro se reajusta os preços para depois combater a inflação;

Feito para melhorar a capacidade de investimentos das estatais.

 

__________
Lucas Casonato”

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