Capítulo 17: “Leis naturais” de quem?

Pretende apresentar:

1: As leis naturais da economia clássica;
2: A economia individual e a economia da sociedade;
3: O malthusianismo;
4: Ricardo e o valor trabalho;

Huberman abre o capítulo estabelecendo um paralelo entre a economia clássica e a física, por via das questões metodológicas, na busca de leis naturais, mostrando como estavam alinhados os interesses das classes dominantes aos ideais propagados pelos economistas da época, em especial a não intervenção do Estado, a garantia do direito de propriedade e a manutenção da paz, fatores que permitiriam a livre concorrência e, portanto, maior eficiência econômica;

O interesse do autor é mostrar a profundidade do alinhamento ideológico, desacreditando os argumentos da teoria clássica com fundamentos históricos;

O autor destaca algumas ideias específicas de autores clássicos para embasar suas críticas:

De Adam Smith ataca a ideia de que cada indivíduo agindo para alcançar a melhor posição para si estará também alcançando a melhor situação para a sociedade;

De Malthus ataca a ideia de que a culpa pela situação dos pobres era deles, por conta da sua reprodução ser mais acelerada que a dos ricos, uma ideia intimamente ligada com sua teoria da desproporção entre reprodução humana e produção de alimentos;

A solução proposta por ele era a “restrição moral”, não ajuda-los e permitir-lhes que continuassem a reproduzir até aprenderem a reduzir o número de filhos;

De Ricardo atacou a lei dos salários e o ataque que ele fazia à leio dos cereais;

A ideia de lei dos salários, em essência, pregava sobre a existência de um salário que seria um preço natural de reprodução do trabalhador, tendendo a equilibra-se com um outro preço dado ao trabalho pelo mercado, o salário de equilíbrio;

A lei dos cereais, que tributava a importação do produto, prevalecia na Inglaterra para fomentar a produção nacional do produto, de forma que em eventuais crises ou guerras nunca faltasse a produção interna. Ricardo atacava dizendo tratar-se de uma distorção promovida pelo Estado, impedindo um comércio eficiente entre os países, impactando nos salários pagos pelos industriais ingleses, dado o custo da mão de obra, favorecendo apenas os arrendatários de terra por conta da lei dos rendimentos marginais decrescentes;

De Nassau Sênior criticou sua conta matemática que apontava o lucro da indústria como proveniente da última hora trabalhada pelos operários, na ideia de que as horas anteriores compensavam os custos da produção;

De John Stuart Mill atacou sua teoria do fundo salarial, permitido pela quantidade de capital e trabalhadores no passado, influenciando a capacidade de pagamentos no presente, numa distribuição entre essa massa gerada no passado e a quantidade de trabalhadores no presente;

Huberman destaca que o próprio Mill abandonou essa ideia posteriormente em seus trabalhos, chegando a nega-la por escrito;

Ao fim das críticas, o autor exalta o trabalho de Friedrich List, que apontou inconsistências nas contribuições clássicas, defendendo um Estado protecionista da produção, argumentando que conquanto a eficiência econômica fosse necessária, não era uma condição suficiente para o desenvolvimento da economia nacional, porque mesmo preços baixos podem ser prejudiciais para os Estados se não puderem produzir internamente os produtos de que necessitam;

Diferença entre obtenção e criação de valor (barato pode sair caro);

List pautou-se na ênfase à produção nacional em detrimento do comércio internacional, apontando a necessidade de fortes barreiras tarifária.

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Lucas Casonato”

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