Capítulo 12: Deixem-nos em paz!

Pretende apresentar:

1: Revolta contra o mercantilismo;
2: A doutrina do laissez-faire;
3: Os fisiocratas;
4: O conceito de renda nacional;
5: O comércio livre;

Muitos pensadores começaram a se posicionar contra a prática mercantilista, defendendo, principalmente, o livre mercado;

Essa contestação era reforçada por setores da economia, já que para que o governo privilegiasse um lado, deveria necessariamente sacrificar, ou pelo menos deixar de ajudar, os demais;

O livro “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações” de Adam Smith surge em 1776 para endossar as críticas ao mercantilismo. As “linhas mestras”, na definição de Huberman, da crítica de Smith estava baseada na relação entre nível de preços e balança comercial;

Um aumento de preços implicaria que as exportações de um país seria reduzida, e a queda de moeda circulante e o excesso do produto daí resultante iriam diminuir os preços internos, restabelecendo as exportações;

Não só os pensadores questionaram as intervenções do Estado. Conquanto o setor privado se aproveitasse, as interferências se tornaram excessivas e deixaram descontentes os empresários, que passaram a lutar contra a invasão estatal em seus negócios;

Nesse bojo ganha força a ideia do “laissez-faire”, na tradução de Huberman “deixem-nos em paz!”, e ganhou força a escola fisiocrata de economia, que pregava principalmente a não intervenção do Estado, pela liberdade do comércio;

Defendiam também a propriedade privada, principalmente da terra. Cada um deveria ser livre para fazer o que quiser de suas posses desde que não prejudicasse os demais;

Sua defesa na propriedade privada estava vinculada ao conceito que tinham da terra, acreditando que ela enquanto fornecedora de matéria prima era a parte essencial da economia, única produtora de valor, enquanto a indústria e o comércio eram atividades transformadoras, que não produziam valor por conta própria;

Smith concordava com a necessidade do livre comércio, mas propunha que a riqueza de um país tinha como origem a produtividade do trabalho, que era maior tanto quanto fosse a divisão do trabalho. Na simplificação de Huberman:

1. A divisão do trabalho aumenta a produtividade;
2. A divisão do trabalho, e o aumento da produtividade, promovem o aumento do mercado;
3. O mercado só poderá se ampliar se for livre.

__________
Lucas Casonato”

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