Capítulo 4: Surgem novas ideias

Pretende apresentar:

1: Usura e juro na idade média;
2: A posição da igreja;
3: Os velhos conceitos prejudicam as transações;

Apesar da expansão do comércio e o acumulo de riqueza que este permitia, em comparação com a agricultura, havia um fator na idade média que reduzia a intensidade com que os novos empreendimentos surgissem e expandissem, a ausência de financiamento, já que a igreja condenava o empréstimo à juros como pecado;

Não só a igreja condenava o juro, mas também o governo, através de leis que impediam sua cobrança. Mas essas instituições só refletiam o que era aceito pela população à época. A razão disso decorre que antes da proliferação do comércio não haviam muitas possibilidades de aplicação visando o lucro, então se alguém tomava empréstimos era para a própria sobrevivência, tornando moralmente errado cobrar pela ajuda que prestava (também não havia a inflação);

A ideia por trás disso não estava restrita à cobrança do juro, mas ao ato de tirar proveito das situações. O comerciante de então não era visto como alguém comprava barato na tentativa de vender mais caro, almejando benefícios para si, senão também teria sido mal visto. Antes, era interpretado como alguém que realizava uma atividade benéfica e necessária à sociedade, e que para isso recebia uma justa recompensa;

Mesmo assim não havia um causa comum entre o que era pregado e o que era feito. A igreja e parte da população realizavam transações à juros, tanto requerendo como concedendo empréstimos. Data dessa época uma intensificação na visão negativa ao judeu, figura que permeia a história da idade média sempre representado pelo agente emprestador;

Como impedia a expansão da atividade comercial, esse costume de ver negativamente a cobrança do juro foi se modificando. As necessidades de financiamento para novos empreendimentos foi mais forte que os padrões morais existentes à época, e passou-se a ver a perspectiva de outras maneiras para que os empréstimos fossem justificados;

Por exemplo, se A emprestava a B para que B investisse e tivesse lucro, não seria moralmente correto B ficar com todo o ganho, cabendo uma parte a A;

Assim se explica as mudanças sociais ocorridas na época, quanto ao trabalho, as relações pessoais, trabalhistas etc.

__________
Lucas Casonato”

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